Muita gente acha que precisa de um currículo perfeito ou fora da curva para entrar no mestrado.
Calma!! Esse é um erro clássico! Você não precisa ter um currículo Lattes para o mestrado brilhante para ser competitivo.
Você precisa ter um currículo bem construído, coerente e estrategicamente fortalecido.
O currículo lattes não é apenas um registro da sua trajetória, é um instrumento de avaliação comparativa.
Vamos conversar sobre como fazer isso na prática e como melhorar o seu lattes.
1. Comece pelo básico bem feito
Antes de pensar em melhorar o currículo Lattes para o mestrado, verifique se ele está correto e atualizado.
Parece óbvio, mas não é. Erros comuns incluem:
- dados desatualizados;
- títulos incompletos;
- eventos sem detalhamento;
- produções lançadas no campo errado;
- ausência de palavras-chave.
Um Lattes mal preenchido transmite desleixo e isso pesa negativamente (e muito rsrsrs)
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2. Valorize o que você já fez
Muitos candidatos desvalorizam experiências importantes porque acham que “não contam”.
Contam, sim.
No mestrado o que costuma ser avaliado:
- iniciação científica (com ou sem bolsa);
- participação em grupos de pesquisa;
- projetos de extensão;
- monitorias;
- participação em congressos;
- submissão de resumos;
- cursos de curta duração acadêmicos.
3. Produção científica
Aqui é onde muitos travam.
Você não precisa entrar no mestrado com artigo em periódico A1 ou com fator de impacto,
Mas precisa mostrar movimento.
Produção científica inclui:
- resumos em congressos;
- resumos expandidos;
- capítulos de livro;
- artigos em revistas menores;
- trabalhos completos em anais.
Quem não produz nada passa a mensagem de que nunca tentou.

Produção não é sorte, é planejamento.
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4. Viva a universidade
O lattes reflete como você viveu a universidade.
Chegar, assistir aula e ir embora dificilmente constrói um currículo lattes competitivo para o mestrado. Já participar de:
- projetos de pesquisa,
- extensão,
- grupos de estudo,
- eventos científicos,
- semanas acadêmicas,
faz toda a diferença.
O mestrado seleciona quem já demonstrou envolvimento acadêmico.
5. Qualidade importa, mas coerência importa mais
Não adianta ter dezenas de cursos soltos e desconectados.A banca gosta de ver linha de interesse.
Por exemplo:
- cursos na área do projeto;
- eventos relacionados ao tema;
- produções coerentes com a futura linha de pesquisa.
Um currículo menor, mas coerente, costuma ser melhor avaliado do que um currículo grande e aleatório.

Currículo forte não nasce na véspera do edital, nasce de decisões certas ao longo do tempo.
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6. O Lattes não se melhora em uma semana
Esse ponto é crucial. Currículo não se constrói às vésperas do edital (tenha calma).
Se você quer entrar no mestrado, precisa pensar no Lattes com antecedência, aproveitando oportunidades ao longo da graduação e após ela.
Referência
ReferênciaESTÁCIO, L. S. dos S. A importância do currículo lattes como ferramenta que representa a ciência, tecnologia e inovação no país. Revista ACB, Florianópolis, v. 22, n. 2 ESPECIAL, p. 300–311, 2017
FAQ
Não. O mestrado não exige um currículo perfeito, mas um currículo coerente e bem construído. A banca procura sinais de maturidade acadêmica, não um pesquisador pronto.
Sim. Em muitos programas, o Lattes tem pontuação objetiva e serve para diferenciar candidatos com projetos e entrevistas semelhantes. Um Lattes mal preenchido pode custar pontos importantes.
De forma geral, a banca observa:
envolvimento com pesquisa, ensino e extensão; participação em eventos científicos; produção acadêmica; coerência da trajetória; continuidade de interesse acadêmico.
Sim. Iniciação científica ajuda, mas não é o único caminho. Monitoria, projetos de extensão, grupos de estudo, congressos e cursos acadêmicos também contam.
Vale, mas apresentar trabalho vale mais. Sempre que possível, transforme participação em resumo submetido, mesmo que seja um trabalho simples. Isso mostra iniciativa científica.